terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Uma demora que incomoda

Dois conjuntos de dados estão demorando para sair que irão mostrar a pedalada de final de ano feita pelo Tesouro com ajuda do BC do B:

a. A planilha com dados da execução financeira anual do Tesouro em 2015,

http://www.tesouro.fazenda.gov.br/modelo-artigo-politica-fiscal/-/asset_publisher/o9mRBdHXTRjK/content/resultado-do-tesouro-nacional

b. O Balanço anual do BC referente a 2015.

http://www.bcb.gov.br/?id=BALANCETE&ano=2015

Pelos dados disponíveis até agora, 2015 foi, após 2009, ano no qual o BC transferiu mais recursos para o Tesouro:



E o volume de títulos públicos na carteira do BC nunca esteve tão grande:


Monetização tupiniquim da dívida interna???

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

domingo, 3 de janeiro de 2016

Intervencionismo tupiniquim

Setor siderúrgico entra em crise. E mesmo com o dólar a 4, governo cogita aumentar o imposto de importação sobre o aço para salvar as siderúrgicas.  Impostos maiores impedem a importação de aço mais barato vindo do exterior. 

Os socialistas tupiniquins aplaudem, pois isto, na opinião deles, preservaria empregos e protegeria a indústria nacional. Com o aço importado custando mais caro, fica viável para os produtores de aço no Brasil aumentarem suas margens e preços de venda de seus produtos no Mercado interno, o que daria uma sobrevida às siderúrgicas nacionais.

Pois é, mas como ficam as indústrias e setores que consomem aço aqui, como a automobilística, linha branca e a construção civil? Vão ter que arcar com os custos de tais aumentos de preço? 

Resposta: não. Eles tentarão repassar tais custos maiores nos preços de seus produtos, como carros, geladeiras e apartamentos. Ou seja, o consumidor vai pagar a conta: milhões de consumidores irão subsidiar nossas siderúrgicas, por alguma razão questionável. Como estamos em recessão, o consumidor na verdade irá reduzir seu consumo ainda mais quando se deparar com os preços maiores. Ai as vendas de carros, geladeiras e apartamentos irão cair, levando a mais demissões nestes setores, o que vai acabar reduzindo a demanda por aço ainda mais. Porém  algum gênio esquerdista vai sugerir desonerar ou reduzir os impostos cobrados na venda de produtos que usam aço na sua fabricação, como carros, geladeiras e apartamentos, pois assim os preços destes não sobem. Ou irão propor subsidiar o crédito para tais setores através do Bndes.

Aí tudo funciona né? Não, pois como o governo já está deficitário, ela precisará aumentar outros impostos sobre outros setores da economia para compensar tais desonerações ou subsídios . Ou seja, a conta voltou para nosso bolso !

Este tipo de intervenção do Estado no sistema de preços cria enorme distorções. Se mesmo com o dólar a 4 reais a indústria nacional de aço não consegue competir internacionalmente, pergunto se faz mesmo sentido ter tal indústria aqui. A pergunta que o governo deveria fazer é: por que não somos competitivos na produção de aço, mesmo com dolar a 4 e com a abundância de minério que temos aqui? Ou simplesmente deixar que as forças do mercado, a tal da lei da oferta e demanda, atuem livremente, e o mercado descubra por si mesmo onde é melhor produzir aço,  e foque os investimentos naquilo que temos vantagem comparativa. Subsidiar indústrias ineficientes é o mesmo que jogar dinheiro fora.  A história econômica tem inúmeros casos onde se tentou fazer isto e os resultados foram catastróficos para a economia.

Mas por razões ideológicas, históricas ou outras não tão claras, tal debate não ocorre aqui.

http://m.economia.estadao.com.br/noticias/geral,siderurgia-preve-mais-um-ano-de-retracao-em-2016,10000006074

sábado, 2 de janeiro de 2016

Uma aula de populismo

Quer entender o que é populismo? Ó líder do governo na câmara dá uma aula no tweet no final do texto abaixo.

Este senhor, líder do governo, se vangloria dos aumentos do salário mínimo. Justo, embora a inflação tenha corroído grande parte desta elevação...

Mas Ele também se "esquece" do impacto desta política irresponsável nas contas públicas, uma vez que benefícios previdenciários são indexados ao salário mínimo, o que não faz nenhum sentido. Isto aumenta o déficit da previdência de forma insustentável. Você não pode remunerar um aposentado com base no menor salário do país, que precisa subir muito, não por justiça social, mas por aumento de produtividade. E dar aumento de produtividade a um aposentado é um absurdo econômico. É uma transferência de renda intergeracional não negociada com a sociedade! Estamos financiando este gasto com a renda dos futuros trabalhadores!!

E não passa pela cabeça deste líder trazer ao debate político que alguém vai ter que pagar para cobrir o rombo que isto causa nas contas públicas. E na medida em que estamos com déficit nas contas públicas e nossa dívida pública está em forte elevação, será preciso cortar outros gastos públicos e aumentar impostos para cobrir o buraco, ou caminharemos para um calote do governo, seja via inflação ou restruturação de dívida. Contudo, não sabemos ainda quem pagará a conta ou como isto será pago. E esta turma não está preparada, tampouco capacitada, para este debate essencial e inevitável, infelizmente.

O fato é que o governo está se endividando junto aos poupadores locais e internacionais para financiar este aumento de gastos. Quer deixar a dívida no colo das próximas gerações, para os jovens que ainda não perceberam a herança que estamos deixando para eles. Os jovens ainda  não entenderam que o endividamento do Estado é deles, pois o dinheiro para pagar tal dívida virá dos futuros contribuintes, ou seja, dos futuros trabalhadores e empresários. Logo, a próxima geração ficará condenada a pagar uma dívida que nós criamos para eles. Esta é uma questão ética, pois isto fará com que seja mais difícil para os jovens acumularem patrimônio, como ter uma casa própria! Ou seja, os jovens têm todo o incentivo de negar esta dívida.

Uma hora esta dívida precisará ser paga. A aposta da ala populista do PT, representada aqui pelo nobre Deputado, é que dá para empurrar isto com a barriga até 2019, deixando uma bomba nuclear no colo da oposição que vai ganhar eleições. A oposição, por outro lado,  já percebeu este jogo e quer acelerar a explosão da dita, e não quer assumir governo agora.

Assim a questão de solvência do governo entrou no debate, pois podemos inconscientemente estar criando um ambiente político que nos empurre para alguma forma de calote, pois temos hoje uma perversa combinação de:

a. um governo fraco e populista
b. uma oposição omissa
c. uma juventude que não vai assumir facilmente o ônus de pagar uma dívida que já veio malhada antes deles nascerem.

E a inflação é a forma mais injusta de calote. Mas a mais fácil.

E a turma fica perplexa com a situação do Estado Grego....



Olha o populista abaixo:

 https://twitter.com/guimaraes13pt/status/683056712522313728