terça-feira, 6 de outubro de 2015

Ajuste fiscal: que tipo de esquerdista você é?

Estes dois gráficos mostram as situações da contas públicas. O quadro fiscal do governo é grotesco. Horroroso. E mesmo assim tem gente que consegue ser contra o ajuste fiscal. Gente que defende o aumento de gastos e cortes de impostos. 

Gráfico abaixo mostra a evolução da dívida do governo como % do PIB, valor de tudo que é produzido no Brasil num ano:




Ela não para de subir. Você acha sustentável manter nosso endividamento nesta trajetória? Você aumenta suas dívidas nesta velocidade?  Não seria bom tentar ao menos estabilizar este gráfico?

E veja em vermelho abaixo a evolução o déficit do orçamento. Déficit, para quem não sabe, mostra a diferença entre o que o governo gasta e arrecada:



O nível já é absurdo: governo gasta mais do que arrecada o equivalente a 7% do valor total do que se produz no Brasil para a venda num ano. Ou seja, imagine que você ganhe 5 mil por mês. Mas que todo mês você gaste 5350. E já deve R$ 40 mil no banco. Dá para continuar assim? Não seria hora de cortar gastos? Ou está curtindo aumentar sua dívida no banco? Está planejando dar um calote? 

Na minha opinião, a turma da esquerda que é contra o ajuste fiscal se enquadra em uma ou várias das categorias abaixo:

  • Ignorantes: desconhecem os fatos e, portanto, apoiam discursos sem sentido econômico e descolados da realidade dos fatos, pois não querem sofrer o custo inevitável do ajuste;
  • Irresponsáveis: não pensam no custo econômico e social de um calote na dívida pública, da crise bancária ou da hiperinflação que teremos, caso sigamos neste caminho;
  • Populistas: simplesmente querem dar uma de sensíveis, altruístas, bacanas, cristãos, generosos, para levantar aplausos e votos;
  • Conspiradores: sabem que se continuarmos nesta trajetória, isto irá nos levar a ruína econômica, o que lhes dará uma ótima chance para "derrotar os grandes capitais e nos transformar numa economia bolivariana;
  • Cínicos: estão mais preocupados em continuar recebendo as molezas que hoje recebem do Estado;
  • Desonestos intelectualmente: se escondem atrás do Keynes, ignorando as premissas por ele adotadas em suas teorias, para recomendar planos heterodoxos com base em sonhos e ideais de um mundo "melhor". Neste sentido, vale muito a pena ler a opinião de Fábio Terra e Fernando Ferrari Filho no Valor Econômico: http://www.valor.com.br/opiniao/4255256/john-maynard-keynes-e-o-ajuste-fiscal-no-brasil
Ser contra o ajuste fiscal é ser irresponsável. É defender a troca de alguns meses de alívio passageiro por um futuro horroroso para as próximas gerações. 

Espero que você não se enquadre em nenhuma destas categorias, para o bem de nossos filhos e netos.







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